IA na gestão pública é uma ameaça ao trabalho do servidor?

A Inteligência Artificial e a automação de processos com sistemas para prefeituras é uma oportunidade de gerar expansão e conexão na administração pública, e não uma ameaça ao emprego ou à democracia.

A coordenadora-geral de Serviços de Transformação Governamental da Diretoria de Inovação da Enap, Adriana Phillips Ligiero, não acredita que haverá substituição da mão-de-obra. Mas considera fundamental que os servidores públicos se adaptem às novas tecnologias e aprendam a utilizá-las de maneira estratégica.

“O conjunto de competências necessárias é muito maior do que apenas saber usar as tecnologias. Porém, estar capacitado sobre as possibilidades de aplicação é indispensável para que ele possa pensar em estratégias para resolver os problemas dos cidadãos”, explica.

Nesse contexto, Adriana considera necessário um grau mínimo de alfabetização digital e entendimento básico sobre padrões e lógica de programação. Além de estarem predispostos a se adaptar às mudanças, desenvolvendo novas habilidades e competências que os tornem relevantes em um mundo cada vez mais digital.

Segundo ela, nos próximos anos o servidor público deverá atuar mais como solucionador de problemas, em atividades político-estratégicas – onde há um componente de cultura, de contato, de relações pessoais – que não podem ser feitas por máquinas.

“As tecnologias não irão acabar com o funcionalismo público. Os trabalhos manuais e repetitivos, a análises de dados e outras atividades podem deixar de ser feitas pelos servidores, mas o contato humano nunca será completamente substituído”, finaliza Adriana.

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